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Sim, a bússola sempre vai apontar para o Norte. Esse fenômeno magnético está dado: o planeta Terra é o campo referencial para o ímã da bússola – o pólo norte magnético da bússola aponta para o pólo sul magnético do planeta (ok, google…🙄). Na linguagem, o Norte ganha a potência da ação – o único ponto cardeal tornado verbo: nortear. Quando definimos um rumo, uma direção e orientação, dizemos: “meu Norte é…”. Como verbo, é sinônimo de direcionar, conduzir, guiar, dirigir. Quando confusas/os, inseguras/os e contraditórias/os, estamos desnorteadas. .
Sem questionar, nos orientamos ao Norte. Passamos a imaginar que é lá que estão as respostas, os resultados, as conquistas – basta seguir rumo ao Norte. E quando alguém nos dá um Norte então, “ufa, alguém já fez o caminho, então dá pra chegar mais rápido lá”; “que bom, alguém já definiu pra onde vamos, é só seguir”. Quando a metáfora do Norte entra na vida (e no empreender), podemos cair em armadilhas: seguir as bússolas dos outros sem questionar; chegar no Norte apontado pelos outros e descobrir que não é lá que a gente queria estar; não conhecer como a nossa própria bússola funciona; e o que acho mais triste: não conhecer os caminhos e as descobertas que estão nos outros pontos cardeais.
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E já que estamos usando a metáfora da bússola, que tal experimentar “lestear”, “sular”, “oestear”? (que viagem, Carolina…🙃). Bom, se a linguagem cria mundos, as metáforas produzem sentidos por meio de imagens e comparações. Nosso uso do Norte como metáfora o engessou como lugar de resultados, como destino a ser buscado – percebe? Que outras expressões temos usado sem questionar? Sem perceber que mundo estamos criando? Fica o convite: aprecie e questione a sua linguagem. É esse o caminho para reconhecer, investigar, experimentar o que a sua expressão autoral pode criar.
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